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sábado, 24 de setembro de 2011

Mitos e Lendas



1. Os sapos têm sido símbolo de prosperidade, saúde e abundância em algumas culturas; e de fertilidade em outras. Os irlandeses acreditam que sapos são parentes dos leprechauns e são capazes de pregar peças nas pessoas.


2. Os Mojave, nativo-americanos do Sudoeste dos EUA, acreditam que o sapo carrega um pedaço de madeira na boca e trás fogo para os humanos.

3. O sapo de três pernas da China era o animal de estimação do imortal Liu Hai, deus chinês da boa saúde. Este sapo é símbolo de riqueza e é sempre retratado com uma moeda de ouro na boca. Diz a lenda que ele é capaz de transformar alimento em ouro.



4. O sapo é um antigo símbolo Egípcio, adotado depois pelos Romanos por causa das conquistas de território. A deusa Hekt (com cabeça de sapo) é símbolo de nascimento e fertilidade, e posteriormente, ressurreição.



Lendas da China e da ìndia dizem que o mundo descansa nas costas de um sapo de três pernas gigante. Quando ele se move, isso causa os terremotos.

 Na China, a rã representa o princípio yin, lunar; seu espírito é reverenciado por trazer prosperidade e cura.



O sapo tem grande prestígio entre os índios. Elas são apreciadas por prenunciar a chuva e por seus poderes de limpeza e purificação.

A associação da rã com a fertilidade é bastante difundida. Os antigos índios anasazis, que viviam no limite do Arizona com o novo México, nos Estados Unidos, usavam azeviche e a valiosa turquesa para fazer ornamentos que refletiam a importância da rã em sua cultura.



Diz-se que certos objetos e imagens curam absorvendo literalmente a doença, que passa da pessoa para eles. Como os sapos comem aranhas, crê-se que podem combater o mal e os venenos. Partes de seu corpo eram usadas em poções mágicas e feitiços.


Uma das lendas mais conhecidas na Amazônia é sobre os muiraquitãs feitas pelas camiabas (mulheres sem marido) ou amazonas- guerreiras encontradas pelos espanhóis em plena floresta amazônica. Conta-se que uma vez por ano as guerreiras escolhiam índios de aldeias vizinhas e, após uma noite de amor, elas mergulhavam em um lago para buscar pedras verdes com as quais faziam os muiraquitãs. O objeto era dado de presente ao índio, que o usava como amuleto, pendurado no pescoço. O que sobrou dessa história são os amuletos, encontrados até hoje em toda a região do baixo amazonas, entre as fozes dos rios Nhamundá e Tapajós. Feitos de jade, nefreíta e jadeída, estes objetos foram responsáveis, durante muito tempo, pela hipótese de a Amazônia ter sido visitada por povos da Ásia: não há minas de jade no Brasil. Acredita-se que os muiraquitãs trazem sorte e têm poder de cura. Eles geralmente ganham forma de animais como jaboti, peixe e especialmente sapos. Existem exemplares de amuleto em vários museus do mundo, principalmente na Europa. (notícia tirada da Revista Vida, do Jornal do Brasil, de 31 de julho de 2004)







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Mitos e Lendas
































Poesia de Sapo



Os sapos


Enfunanado os papos,
saem da penumbra,
aos pulos, os sapos.
A luz os deslumbra.
Em ronco que aterra,
Berra o sapo-boi:
_ "Meu pai foi à guerra!"
_ "Não foi!" _ "Foi!" _"Não foi!"
O sapo-tanoeiro,
Parnasiano aguçado,
Diz: _"Meu cancioneiro
É bem martelado.
Vede como primo
Em comer os hiatos!
Quer arte! E nunca rimo
Os termos cognatos.
O meu verso é bom
Frumento sem joio.
Faço rimas com
Consoantes de apoio.
Vai por cinqüenta anos
Que lhes dei a norma:
Reduzi sem danos
A forma a forma.
Clame a saparia
Em críticas céticas:
"Não há mais poesia,
Mas há artes poéticas..."
Urra o sapo-boi:
_ "Meu pai foi rei" _"Foi!"
_ "Não foi!" _ "Foi!" _ "Não foi!"
Brada em um assomo
O sapo-tanoeiro:
_"A grande arte é como
Lavor de joalheiro.
Ou bem de estatuário.
Tudo quanto é belo,
Tudo quanto é vário,
Canta no martelo."
Outros, sapos-pipas
(Um mal em si cabe)
Falam pelas tripas:
_ "Sei!" _ "Não sabe!" _ "Sabe!"
Longe dessa grita,
Lá onde mais densa
A noite infinita
Verte a sombra imensa;
Lá, fugido ao mundo,
Sem glória, sem fé,
No perau profundo
E solitário, é
Que soluças tu,
Transido de frio,
Sapo-cururu
Da beira do rio...


Manoel Bandeira







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Poesia de Sapo





















O Sapo não lava o pé

O sapo não lava o pé
Não lava porque não quer
Ele mora lá na lagoa
Não lava o pé porque não quer
Mas que chulé!
  
Na língua do A:

A sapa na lava a pá
Na lava parca na cá
Ala mara lá na lagaa
Na lava a pá parca na cá
Mas cá chalá!

Na língua do E:
E sepe ne leve e pe
Ne leve perque ne que
Ele mere le ne leguee
Ne leve e pe perque ne que
Mes que chele!
Na língua do I:
I sipi ni livi i pi
Ni livi pirqui ni qui
Ili miri li ni liguii
Ni livi i pi pirqui ni qui
Mis qui chili!

Na língua do O:

O sopo no lovo o po
No lovo porco no co
Olo moro lo no logoo
No lovo o po porco no co
Mos co cholo!

Na língua do U:

U supu nu luvu u pu
Nu luvu purcu nu cu
Ulu muru lu nu luguu
Nu luvu u pu purcu nu cu
Mus cu chulu!










Versão culta

  

O anfíbio não pratica higiene pedicular
Não pratica pois não é de seu feitio
Ele habita em região lacustre
Não pratica higiene pedicular porque não é de seu feitio!
Mas que odor desagradável proveniente dos artelhos inferiores!



Fala sério! Prefiro a letra aí abaixo...






TÊNIS PÉ BARUEL



Para quem gosta de sapos e um comercial com sapos animados do Tenys Pé Baruel tem chamado a minha atenção. Criado em 2007 para promover o desodorante Tenys Pé, o comercial da Z+ Filmes utiliza a famosa cantiga "O sapo não lava o pé" para transmitir a mensagem do produto. Com letra dos criativos Gilmar Pinna e Cláudio Quartilho, o anfíbio cantor declara:


"O sapo não tem mais chulé.
Ele usa Tenys Pé.
Virou o príncipe da lagoa,
está numa boa com Tenys Pé. Baruel."


A criação foi dirigida por Zezito Marques da Costa e Alan Strozenberg.



Clique aqui para ver o anúncio


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Música: O Sapo não lava o pé













Sapo Cururu

Música instrumentalizada de Beatriz Kauffmann

                

Sapo Cururu
Na beira do rio
Quando o sapo canta, ó maninha,
É porque tem frio
A mulher do sapo,
Diz que tá lá dentro
Fazendo rendinha, ó maninha,
Pra seu casamento

Animação Sapo Cururu





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Música do Sapo Cururu